sexta-feira, 3 de maio de 2019

Oficina Poemas - Col. Profa Alcides R. Aires


Por Romildo Camelo
Alunos:Juliana Souza Rocha, José Neto Francisco Soares e Romildo Camelo Fernandes Junior
   O projeto de oficina do gênero poema começou na reunião dos membros do pibid, onde iríamos escolher os temas de cada oficina e dividir os grupos. Os gêneros textuais escolhidos para essa etapa do Pibid foram crônicas, poema e memórias. Os grupos acabaram sendo escolhidos com base na preferência individual de cada participante com o tema. Os integrantes responsáveis da oficina do gênero poema realizada na Escola Alcides foram os alunos Juliana Souza Rocha, José Neto Francisco Soares e Romildo Camelo Fernandes Junior. Após esse período de escolha de grupos e temas fomos para uma rápida discussão com os membros da oficina e a partir disso desenvolvemos a sequência didática para ser utilizada na escola. Mas em meio a tudo isso acabou surgindo uma certa preocupação dos integrantes do grupo, pois as turmas aos quais iríamos trabalhar seriam alunos do 5º ano do ensino fundamental, pela idade dos alunos ficamos receosos de como um gênero tão detalhado seria aceito por crianças pequenas.

  No primeiro dia de oficina nos encontramos com os alunos na sala de informática do colégio eram ao todo dez alunos. Então começamos com uma explicação sobre poemas, rimas e algumas, e algumas figuras de linguagem, logo já começamos a primeira produção. Dividimos os alunos em grupos separados pela sala para podermos interagir com eles de forma mais dinâmica, a primeira produção consiste nos alunos fazerem um poema com apenas as informações que eles possuíam até aquele momento. Passado a primeira atividade distribuímos poemas para podermos analisar sua estrutura, o que foi um pouco difícil pois eram crianças se deparando com algo completamente novo para elas. Após isso passamos para a atividade final do dia que era a produção do cartaz que iriamos futuramente anexar as produções dos alunos. Provavelmente por ser uma atividade onde eles iriam trabalhar com tinta guache, foi o momento onde ele mais interagiram entre si e também acredito  que foi nesse momento em que eles quebraram um pouco do gelo em relação a nós, pois durante a maior parte do dia eles ficaram quietos ouvindo e de vez em quando se manifestavam com alguma dúvida.
          


      No segundo encontro fomos para uma sala de aula. Esse dia foi provavelmente o mais complicado para nós pois fomos explicar as estruturas dos poemas e alguns tipos diferentes de poemas. A maioria dos alunos não estava muito atenta nesse dia, pois estavam o tempo todo conversando entre si e fazendo brincadeiras. A todo momento eles perguntavam a que horas iria acabar. No final fizemos alguns exercícios mas até mesmo na hora desse exercícios foi um pouco complicado pois a maioria não estava interessada em fazer, mas sim interessados na aula de educação física que eles estavam perdendo para conseguirem terminar todas as atividades. 
         No terceiro dia prosseguimos com a explicação sobre os tipos as estruturas do poema, vimos vídeos de poemas cantados e cordéis. Fizemos algumas produções em grupo e analisamos um poema de Ruth Rocha, ‘’Pessoas são diferentes’’. O dia foi mais tranquilo, todos participaram e se envolveram nas atividades. No final da oficina começaram as produções finais, conseguimos agilizar um pouco, mas ainda sim percebemos uma dificuldade ao desenvolver os poemas dentro da estrutura apresentada. Professora Rubra nos auxiliou e levou um livro de cordel para lermos em grupo. Os alunos fizeram uma roda e cada um leu uma página. Foi entregue um caderninho artesanal para eles anotarem o que de interessante estavam nos poemas. Nesse dia também falamos sobre a história do Tocantins e Porto Nacional. Quando o tempo foi encerrado e tivemos que pausar a leitura, eles pediram pra continuar. No final acabou sendo um dia bem produtivo.
   No último dia tivemos apenas 1 hora para terminar a produção final, muitos alunos chegaram atrasados, mas todos concluíram no tempo, e se demonstraram satisfeitos com seus trabalhos. Cada integrante acompanhou um grupo, e fomos analisando e pedindo para eles refletirem sobre as palavras selecionadas e também os auxiliamos para eles complementarem seus trabalhos com rimas e figuras de linguagem. No final acreditamos que apesar de ter sido um tema complicado, devido a idade dos alunos e a fácil dispersão, Mas no final sentimos que eles conseguiram compreender a proposta. Ao final dos trabalhos houve a apresentação dos poemas para escola, os alunos de todas as turmas se reuniram no galpão e os que participaram das oficinas apresentaram os trabalhos desenvolvidos. Crônicas, memórias e poemas

Relato de experiências das oficinas no CEM Florêncio Aires: Genêro Textual Crônicas

No dia 27/03 fomos designados até a escola CEM Florêncio Aires para o inicio das oficinas acerca do gêneros textuais, cada um dos grupos com um gênero em especifico para ser trabalhado com um número "X" de alunos participantes do PIBID. 
Inicialmente foi realizada a explicação do conceito de "Crônica" usando slides e realizando um debate com os estudantes sobre seus conhecimentos prévios em relação ao tema, após as explicações os alunos escolheram por autonomia o grupo representante do gênero que gostariam de participar.

Aqueles que escolheram "crônicas" foram levados a uma sala ao lado para uma melhor abordagem do trabalho a ser realizado, os pibidianos responsáveis leram uma crônica "A bola" de Luís Fernando Veríssimo para servir como aporte teórico e inspiração, questionando em seguida os alunos o que o mesmos entenderam e acharam interessante em relação a historia.

Passo a passo da realização de uma crônica foi explicado e em seguida, solicitado que os mesmos desenvolvessem sua própria de acordo com a criatividade e com as dicas para se manter fiel ao gênero. Os alunos pareciam ansiosos e animados com a ideia de criar seu próprio texto. A oficina foi finalizada com a leitura dos textos em voz alta.


No dia 03/04 houve o retorno para a realização da segunda oficina, realizando uma recapitulação do ocorrido na semana anterior, e criando uma explicação usando outro gênero, como um elemento comparativo para sanar maiores duvidas que apareceram durante a criação do texto.


No dia 10/04 acontece a terceira oficina, iniciando com uma dinâmica de comandos, algo que nos ajudou a conhecer a realidade e vida pessoal de cada um dos alunos, pode-se notar que os mesmos expressam seus desejos,sonhos e medos através de sua própria criatividade, em seguida solicitamos que os estudantes rescrevessem suas cronicas agora que obtiveram um entendimento maior sobre o gênero e instruções de como melhorar o texto. Para finalizar foi realizada uma ultima dinâmica sobre procurar alguém que possui alguma semelhança com o seu eu, ajudando-os a conhecer melhor seu colega de turma, semelhanças e diferenças.

A ultima oficina realizada no dia 17/04 foi uma ultima culminância, reunindo todos os textos escritos, solicitando que novamente os estudantes reescrevessem suas crônicas como um texto final, com o proposito de colar o texto no mural da escola para uma exposição, todos os alunos se sentiram orgulhosos de seus respectivos trabalhos, após a finalização da reescrita, houve um lanche providenciado pelos responsáveis do PIBID e coordenadora para um momento de descontração com todos os estudantes dos dois grupos.


A experiência nas oficinas do PIBID, foi bastante realizador, podemos aprender com a realidade dos alunos participantes, uma troca de experiência, momentos de descontração, quebra de paradigmas e possibilitamos um aproveitamento maior do gênero textual a ser trabalhado de forma que os estudantes se sentissem ouvidos e sua criatividade fosse levada em conta.

PIBIDIANOS Envolvidos: Ada, Gustavo, Matheus, Mylena e Thaís
Coordenadora: Gracivânia

O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADESDE ESCRITA E PRODUÇÃO ARTÍSTICA, ORAL E REFLEXIVA MEDIANTEO GÊNERO CRÔNICA


Pibidianos: Alice Rocha, Sabrina Glória, Elzilene Rodrigues, Thaisa Borges e Gustavo
Kanokrã.

Este relatório tem por finalidade apresentar o desenvolvimento das realizações de oficinas relacionadas ao gênero crônico na Escola Estadual Dr. Pedro Ludovico Teixeira com a turma do 8° e 9° ano no período vespertino, teve como objetivo despertar a participação e a criatividade dos alunos. Para nos auxiliar na apresentação e pra um entendimento melhor dos alunos articulamos uma sequência didática, que nos orientou e formulou um melhor desenvolvimento em sala. Segundo NOVERRAZ (2016), o objetivo de uma organização das atividades propostas é fomentar um ensino e uma aprendizagem melhor. Para tanto, nas oficinas foram desenvolvidas o gênero crônica, em que no primeiro dia observamos o conhecimento prévio dos alunos dentro de uma perspectiva de conversa identificando o grau de conhecimento dos alunos em relação ao gênero e suas características e logo após apresentamos o gênero textual crônica com base nas leituras do autor Portuense Edivaldo Rodrigues. No segundo dia de oficina dando sequência ao dia anterior apresentamos os tipos de crônicas existentes como, por exemplo, a jornalística, humorística, historia etc. Onde através do que foi apresentado em relação ao gênero propomos uma atividade na qual teria por finalidade a criação de uma crônica relacionada ao tema lugar onde eu vivo, o qual seria usado na olimpíada de Língua Portuguesa. Já na terceira oficina tivemos revisão e apresentação das crônicas produzidas pelos alunos promovendo um diálogo com os mesmos acerca do tema. Em seguida fizemos dinâmicas com balões na qual se tinha perguntas e respostas e relacionados no que foi passado nos encontros anteriores. Por fim, no quarto e ultimo encontro houve uma socialização a respeito do gênero crônica e construção de um mural para exposição de produções feitas pelos alunos em sala. Em relação ao desenvolvimento dos alunos notamos um grande desempenho por parte de cada um em vários aspectos, tanto na leitura em que no decorrer das oficinas eles foram perdendo a timidez e participando cada vez mais, questionando e interagindo, fazendo leituras das obras do autor Edivaldo Rodrigues quanto de suas próprias escritas, no quesito escrita que por sua vez na produção inicial ela não correspondia ao gênero crônica, já no ultimo encontro em comparação ao primeiro notou - se um desenvolvimento da questão escrita pertencente ao gênero, pois já se adequava ao gênero textual.

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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Relatório de prática com o gênero crônica


                
        Os sonhos se transformam em realidade quando acreditamos e lutamos por eles

Não foi a primeira vez que me vi diante do desafio de trabalhar com as Olimpíadas de Língua Portuguesa, especificamente com o gênero crônica, pois já havia desenvolvido o trabalho com os gêneros propostos pelas Olimpíadas na edição anterior e coincidentemente com a mesma turma. Quando a coordenadora pedagógica divulgou o cronograma das Olimpíadas e me apresentou o material a ser trabalhado com os alunos, dei uma rápida olhada no material e pensei: mais um desafio a ser transposto, mas espera um pouco! O que não é um desafio no exercício da docência?
Contagiar e envolver os alunos nesse processo não deveria ser uma tarefa árdua, pensei: são adolescentes curiosos, criativos, mentes dinâmicas, a tarefa agora era como introduzir o conteúdo de forma criativa, necessitava de uma grande familiaridade entre o autor e a língua.
Com esse foco, apanhei tudo o que tinha sobre o gênero, peguei o computador, pois sentia a necessidade de me reciclar,  buscar novos conceitos incorporados há anos em minha prática, pois bem, passei dias e horas  a fio lendo e analisando, primeiramente o material das Olimpíadas e posteriormente outros materiais, também me deliciei com algumas crônicas que me oportunizaram delinear uma linha tênue entre realidade e ficção: ‘’Se é um gênero que usa lentes de aumento nos fatos do cotidiano’’, ora o que mais temos no nosso dia a dia são fatos inspiradores, pois constantemente os alunos chegam para me contar fatos do seu dia a dia, mas como  inspirá-los a ir além do observável, transpor os limites do real para chegar ao ideal da linguagem da crônica, ‘’torná-los cronistas’’.
Era chegado o dia de trabalhar com o material na turma do 9º Ano. Parti primeiramente do conhecimento prévio dos alunos, para após, construir o novo, iniciei lendo uma crônica cujo título era: ‘’Criança trocada por casa é apresentada no PR’’, no decorrer da leitura percebia alguns olhares inquietantes, mas prosseguia, ao termino da leitura interrogue-os se haviam gostado, uma aluna com ar inquietante questionou que o texto analisado tinha as características de uma notícia, contudo apresentava humor, uma linguagem corriqueira o que gerou dúvida e muitas discussões em sala de aula. Diante dos questionamentos instiguei-os: “vocês se lembram do que estudamos a respeito da Crônica? Conseguia perceber no olhar dos alunos que buscavam pela resposta. Depois de longos segundos de silêncio, as ideias chegam, à principio um pouco tímidas, logo em seguida, um vendaval. Naquele momento me sentia realizada, pois à medida que identificavam as características da crônica diferenciava-a da notícia.
Depois desse momento, conversei com eles sobre A olimpíada de Língua Portuguesa; alguns perguntaram: é obrigado participar? Disse que não, mas perderiam uma ótima oportunidade de demonstrar o talento que acreditava que cada um tinha, com isso consegui a adesão da maioria dos alunos, logo alguns recordaram já ter participado no 7º ano, mas com o gênero Memórias Literárias, convidei-os a participar novamente, só que agora com o gênero Crônica. ‘’E aí prontos para o desafio, quando mal sabiam eles que o desafio  era bem mais meu do que deles’’. Convite aceito.
No dia seguinte bem mais entusiasmada e confiante, além dos textos recomendados, preparei cópia de outras crônicas e levei para a sala de aula, pedi para que fizessem grupos e distribui o material de modo que cada aluno ficasse com umas das crônicas: A última crônica (Fernando Sabino), Cobrança (Moacir Scliar), Peladas (Armando Nogueira), O homem Nu (Fernando Sabino) Dois amigos e um chato (Stanislaw P. Preta), Cem cruzeiros a mais (Fernando  Sabino), pois a intenção inicialmente era analisar a estrutura do texto: a coesão entre os parágrafos e sua extensão.
 Já com relação ao enredo, analisamos os fatos e como eram arquitetados. Onde estava o humor, o inusitado, a leveza, a reflexão? Realidade ou ficção? Embora a leitura tenha sido muito enriquecedora e prazerosa, a dúvida sobre o que é uma crônica permanecia e já concordávamos com Humberto Werneck, em entrevista à Revista Na Ponta do Lápis nº 20: ‘’é mais fácil definir a crônica pelo que ela não é’’.
Finalizado esse trabalho era a hora de oportunizar o entrosamento com o tema ‘’O lugar onde vivo’’, distribui a cada um uma noticia e imagem de lugares considerados importantes para a história da Cidade de Porto Nacional - TO, como: A Igreja Catedral,O Colégio Sagrado Coração de Jesus,Colégio Estadual Drº Pedro Ludovico Teixeira, Praia de Porto Real e Interporto Futebol Clube. Pedi que antes de ’’ suarem a camisa’’ que analisassem atentamente cada imagem e pensassem sobre o texto que produziriam e todos os elementos estudados.
Passeando pela sala conseguia perceber a empolgação, inquietação, nervosismo que tomava conta dos alunos, observava que tinham muito a dizer, mas a linguagem (vocabulário) ainda era deficitária mais pareciam relatos, entretanto alguns alunos já conseguiam de forma bem rudimentar questionar a linguagem apesar de não saber como usá-la ainda, aos poucos as produções foram sendo finalizadas e entregues. Analisei cada texto produzido e constatei o que já havia observado em sala ainda não eram crônicas, em muitos textos até foi possível identificar alguns dos elementos de uma narrativa como o conflito e o clímax, mas ainda tínhamos um longo caminho a percorrer. Devolvi com alguns comentários, pois aguardavam ansiosos pelas minhas impressões. Pedi para que guardassem as crônicas, pois não íamos trabalhar a reescrita ainda.
Planejei aulas de leitura, levei-os a biblioteca para terem acesso a Coleção Para Gostar de Ler, da Editora Ática e também o livro ‘’As cem melhores crônicas brasileiras’’, seleção de Joaquim Ferreira dos Santos. Antes de iniciarmos nossa oficina, Questionei-me em como trabalhar com eles a reescrita de forma coletiva, então escolhi um dos textos sem identificar seu autor passei para o computador para usá-lo no projetor multimídia, e sugeri que fizéssemos juntos a reescrita do texto, deixei que eles lessem o texto e em seguida li também e aos poucos fomos tecendo o texto e dando forma de crônica .
Era chegada à hora de reescreverem a última versão de seus textos, pedi que eles retomassem seus textos, apesar de todo o trabalho nem todos se sentiam preparados. Como ter alma de cronista? Como transformar algo aparentemente simples em especial? Tais perguntas floriam suas ‘’cabecinhas’’, mas não tinha mais como recuar, pois já tinham evoluído muito e precisavam por em pratica os conhecimentos adquiridos, porém já concordavam que a escrita exige pratica e que só se aprende a escrever escrevendo.
Textos finalizados e enviados à Comissão Julgadora Escolar e a certeza de dever cumprido. Cada etapa em que o texto de nossa escola era selecionado, crescia a ansiedade e emoção, pois lembrávamos de todo o caminho percorrido até aqui. Mas com a certeza de que: ’’Tudo pode ser, se quiser será os sonhos sempre vem pra quem sonhar, Tudo pode ser, só basta acreditar e buscá-los’’.

Professora: Vera Lúcia Moreira Gonçalves
Colégio Estadual Dr Pedro Ludovico Teixeira    -    Porto Nacional- TO, 2014

Desenvolvimento das oficinas sobre SD - parte 2

Oficina 4. A Importância da construção do texto coletivo(tempo previsto: 60’)

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Etapa 1 (tempo previsto: 25’)
Inicie a conversa contando aos participantes que boa parte dos professores ainda hesita em elaborar um texto coletivo com seus alunos por considerar essa proposta uma tarefa muito complexa. No entanto, sabemos que essa etapa da seqüência didática é fundamental para ensinar qualquer gênero textual. Assim, propomos nesta oficina uma reflexão mais detalhada sobre a produção coletiva de um texto.
Para conhecer a experiência deles nesse procedimento, lance perguntas para o grupo: vocês costumam construir textos coletivos com seus alunos? Com quais objetivos? Que estratégias utilizam? Que dificuldades essa atividade traz?
Para facilitar a discussão, à medida que os participantes vão apresentando as informações, organize-as em um quadro e, em seguida, analise os registros com o grupo.

ObjetivosEstratégiasDificuldades
                    

Etapa 2 (tempo previsto: 15’)A produção coletiva de um texto exige que o professor tenha não apenas o domínio da classe, mas, também, clareza da situação de comunicação e conhecimento do gênero em questão. Na tentativa de ajudá-los nessa tarefa, propomos a leitura do texto a seguir.

A construção do texto coletivo

A elaboração do texto coletivo pela turma, com auxílio do professor, é uma importante etapa da seqüência didática no ensino de gêneros textuais. É nessa atividade que a turma organiza a síntese do aprendido nas oficinas anteriores, o que possibilita a cada aluno um avanço pessoal e particular no grau de aprendizagem realizado. Isto quer dizer que, ainda que eles estejam em diferentes momentos do domínio do conteúdo ensinado, a elaboração da síntese favorece a organização do que já foi aprendido e aponta os novos desafios.
Esse trabalho atua na zona proximal do desenvolvimento cognitivo dos alunos, e a troca de informações entre estudantes de uma mesma turma permite que os colegas que estão em uma etapa mais avançada do conhecimento auxiliem o processo de aprendizagem dos demais e o seu próprio, pois aquele que ensina também aprende.
A produção coletiva deve privilegiar a negociação entre professores e alunos e entre os próprios alunos. Trata-se da negociação sobre o que deve ser escrito, em que ordem deve ser escrito e como deve ser escrito, na produção textual que se instaura a capacidade de autoria. Aparecem diferentes pontos de vista e os alunos podem compreender que há vários modos de “acertar o tom” do texto e escolher o seu modo próprio de escrever.
Para que o trabalho dê o resultado esperado, é preciso que ocorra de forma organizada, evitando a dispersão, comum em atividades mais longas. Por isso, o professor deve preparar-se para usar estratégias que mantenham a classe atenta por mais tempo. Se o professor tem aulas com duração menor do que uma hora, pode dividir esse trabalho em dois dias. Vale destacar que o professor não é o autor do texto, nem um mero “escriba”, aquele que se limita a transcrever a fala dos alunos. Ele pode e deve contribuir, questionando e dando orientações.

DICAS

Antes de iniciar a escrita do texto:
- explique aos alunos a importância da escrita do texto coletivo;
- recupere com eles a situação de comunicação e o roteiro dos aspectos próprios do gênero;
- incentive a participação da turma por meio de perguntas;

Durante a escrita do texto:
- converse sobre o tema/assunto que será escrito;
- decida com o grupo a melhor forma de iniciar o texto;
- ouça as propostas dos alunos e ajude-os a transformar as idéias apresentadas (oralidade) em discurso escrito;
- antes de escrever cada um dos parágrafos, releia o anterior com o grupo para ver se os parágrafos estão encadeados e faça as alterações necessárias;
- prossiga o texto de modo que a organização da seqüência de parágrafos não perca a unidade, a coesão e a coerência;
- fique atento ao uso correto da pontuação;
- escolha, com a turma, um título sugestivo para o texto;
- ao final, transcreva o texto coletivo em papel pardo e combine com o grupo que ele será revisado e aprimorado posteriormente.
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Etapa 3 (tempo previsto: 20’)
Após a leitura socialize as impressões e reflexões. Retome então o quadro que montaram no início da oficina, perguntando:
O que mais chamou sua atenção na leitura do texto?
Que mudanças fariam em suas conclusões?
O texto deu pistas e indícios para contornar algumas das dificuldades levantadas?
A leitura do texto ajudou a pensar em novas estratégias para fazer uma produção coletiva com os alunos?
Zona Proximal de Desenvolvimento
A expressão zona proximal foi criada por Vygotsky, para designar, na evolução cognitiva das pessoas, as aprendizagens que elas conseguem realizar com auxílio de parceiros mais experientes no conteúdo a ser aprendido. Ela antecede a zona real do conhecimento apropriado, quando o aprendiz pode realizar a tarefa proposta sem ajuda. No caso da seqüência didática, o momento da elaboração do texto individual, que revela a zona real de conhecimento do aluno, deve ser antecedido pela produção coletiva, um trabalho na zona proximal do conhecimento.
Para saber mais
sobre Lev S. Vygotsky (1896-1934)

Oficina 5. Revisar o dito e o escrito (tempo previsto: 60’)

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Etapa 1 (tempo previsto: 10’)Inicie a oficina retomando com os participantes o percurso percorrido em uma seqüência didática, desde a primeira produção até chegar ao texto final. Destaque a importância da atuação do professor na revisão e aprimoramento do texto.

O professor tem um papel fundamental no processo de revisão e aprimoramento do texto. É ele quem faz a mediação, lançando perguntas, dando dicas, instigando o aluno a pensar sobre a própria produção. Deve ainda ajudar o aluno a voltar ao texto, dialogar com ele e encontrar novas possibilidades para melhorar aspectos de sua produção; refletir sobre o que é preciso acrescentar, retirar, organizar, reescrever.
Nesse processo, no entanto, o professor não deve confundir a ajuda, que é seu papel dar, com uma interferência excessiva na produção do aluno. É preciso preservar a autoria do texto. Inicie o trabalho de aprimoramento do texto retomando a situação de comunicação:
- O que quero dizer?
- Como posso dizer?
- Com que finalidade?
- Para quem ler?
- Onde será publicado?

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Etapa 2 (tempo previsto: 25’)Organize os participantes em pequenos grupos. Entregue a cada grupo três textos, pedindo que leiam, comentem e identifiquem qual a produção que está mais próxima do gênero textual reportagem turística. Após a escolha, oriente os professores para uma análise mais detalhada do texto selecionado. Peça que façam perguntas, indicações por escrito – para orientar o aprimoramento da produção. Por exemplo: Que informações podemos acrescentar para que o texto fique mais atrativo para o leitor?

Etapa 3 (tempo previsto: 25’)Retome com os participantes o fato de que a maioria dos alunos não tem familiaridade com a tarefa de revisar o próprio texto. Portanto é preciso ensiná-los a identificar aspectos que precisam ser modificados e explicar qual a melhor forma de fazê-lo. É o trabalho contínuo do professor que vai ajudá-los a vencer esse desafio.
Peça que os participantes comparem as indicações elaboradas em grupo com o Roteiro de revisão e aprimoramento, verificando pontos em comum.
Lembre ao grupo de que existem várias possibilidades de aperfeiçoar a escrita e de deixá-la mais adequada ao gênero reportagem turística. Veja abaixo e apresente a sugestão de texto aprimorado por um professor.
Dica - Coloque o mouse em cima do link/números e aparecerão observações sobre o texto

Texto 1 - O lugar onde vivo Vivo num lugar muito gostoso, uma chácara chamada Pedacinho de chão.
Preciso acordar todos os dias as cinco e vinte para pedalar até a escola, pois a minha chácara fica cinco quilômetros longe da escola.
Faço esse percurso todos os dias sem me cansar e no caminho de casa passo na casa da minha avó, pra ver como ela está. Chegando em casa vou tratar dos porcos e das galinhas, cortar cana para as vacas, apartar os bezerros junto com meu pai. Trato dos cachorros e dou água para o cabrito.
Na minha chácara tem muitos pés de frutos e muitos lugares para brincar.
No domingo é dia de passear, vamos à igreja, na casa dos meus tios e avós de carroça com minha mulinha Princesa.
Sou Luiza Maria, tenho dez anos e sou feliz no lugar onde moro.
Cerejeiras, lugar pequeno, localizado aproximadamente a 800 km da capital Porto Velho. Cidade de povo alegre, tranqüilo, que passam domingos e feriados nos balneários da cidade, divertindo sem violência. (1)

Texto 2 - Rio Doce Vivo na cidade de Rio Doce.
O município tem uma área de 43,77 km2 (Fonte: IBGE). Rio Doce é uma alternativa para as pessoas que buscam ficar próximo a Porto Alegre-RS. A cidade fica situada em um ponto estratégico na região metropolitana do Estado.
A origem de seu nome deve-se a existência de uma pequena queda d'água que havia próximo a um quilômetro acima da ponte sobre o rio Itaí, que impedia a navegação, principalmente na época da estiagem. Rio Doce foi emancipada em 15 de maio de 1966. Em 1970, a economia do município diversificou-se e tomou impulso com a instalação de um distrito industrial que gerou um conseqüente surto migratório de catarinenses, vindos da parte norte do Estado.
Posteriormente, também migrantes de outras regiões do estado adotaram a cidade.
A história de Rio Doce compreende a ocupação de áreas de cultivo de hortifrutigranjeiros, criação de gado e uma produção voltada para a atividade leiteira, levando o município a ser reconhecido como "Cidade do Doce de Leite".
Atualmente, Rio Doce conta com um intenso comércio, e um potencial industrial cada vez maior. Estão sendo investidos todos os esforços em saneamento básico do município e na iluminação pública, no que dará maior segurança para a população. Rio Doce tem uma identidade cultural expressa no seu patrimônio arquitetônico e na produção artístico-musical.
Rio Doce espera você!(1)

Texto 3 - São Leopoldo (1) A cidade de São Leopoldo situa-se na região da Encosta Inferior do Nordeste do Rio Grande do Sul. Faz parte da Grande Porto Alegre.(2)
São Leopoldo foi a primeira cidade fundada pelos alemães no Estado do Rio Grande do Sul, no século passado, por isso, é denominada o "Berço da Colonização Alemã". A primeira leva de alemães chegou em 25 de julho de 1824, homenageando o santo padroeiro da Imperatriz Leopoldina.(3)
São Leopoldo é um município essencialmente urbano e possui indicadores de qualidade de vida que o colocam entre os municípios mais desenvolvidos do país. Sua economia é bastante variada, subdividida no comércio, na indústria metal–mecânica , coureiro- calçadista, borracha, química e, mais recente, em informática, com lugar de destaque na economia gaúcha.(4)
Em São Leopoldo há muitas atrações turísticas. O Museu do Trem, localizado na antiga estação ferroviária de São Leopoldo e primeira estação construída no Rio Grande do Sul. Exibe peças antigas dos trens.
Outro museu histórico interessante é o de Visconde de São Leopoldo que foi fundado em 1959 e possui acervo histórico com mais de mil peças e biblioteca com oito mil volumes que falam sobre história, geografia, artes, folclore e tradição do RS e imigração alemã. Tem também revistas, postais, partituras musicais, fotos e discos de antigas famílias da região e interior, expostos a permanente visitação pública de estudiosos, pesquisadores e turistas.
Na casa da Feitoria, construída em estilo alemão, você vai conhecer os móveis, utensílios e vestuário utilizados pelos imigrantes alemães.(5)
O Barco Martin Pescador foi construído para ser uma sala de aula flutuante e atualmente quem faz um passeio no Rio dos Sinos. Nele também se aprende formas de preservar o meio ambiente.
O Santuário Sagrado Coração de Jesus, conhecida como Padre Réu, é um lugar onde se pode conversar com Deus. Atualmente, São Leopoldo é conhecida principalmente pela sua noite, que conta com diversos s bares, lanchonetes, lojas e muitas outras diversões noturnas que atraem um grande público, tanto da própria cidade quanto das cidades vizinhas.
No mês de julho a cidade comemora sua fundação com a São Leopoldo Fest.
Se você mora em outro estado vá para Porto Alegre, de lá pegue um trem, ônibus ou táxi. Você chegará aqui em São Leopoldo facilmente. Você poderá conhecer coisas novas! (6)
clique aqui e veja o texto aprimorado

Oficina 6. O caminho das pedras
(tempo previsto: 60’)

 
Etapa 1 (tempo previsto: 20’)Organize os participantes em duplas.
Distribua o tabuleiro e a folha com os cartões. Peça que recortem os cartões. Proponha que uma das pessoas ordene os cartões com os títulos e a outra, os cartões com as definições. A seguir, elas devem parear os grupos de cartões, conferir a seqüência didática e colocá-la sobre o percurso.
Clique aqui e verifique se as etapas estão ordenadas adequadamente. Depois de conferido, peça que colem os cartões no tabuleiro

Etapa 2 (tempo previsto: 20’)
Veja se não há dúvidas sobre o porquê e como organizar um conjunto de atividades articuladas entre si, para ensinar um gênero textual. Converse com o grupo sobre cada passo da seqüência didática. Clique aqui.

Etapa 3 (tempo previsto: 20’)
Após esclarecer todas as dúvidas sobre a seqüência didática, lembre aos participantes que dispomos - para estudo e organização do trabalho com produção textual - de um conjunto de oficinas de três gêneros textuais: Memórias literárias, Artigo de Opinião e Poesia, no Kit Itaú de Criação de Texto. Estimule o grupo a pensar sobre um gênero que ainda não trabalharam com seus alunos e que gostariam de trabalhar. Liste as indicações apresentadas. Negocie com os participantes a escolha de um gênero. Em seguida, convide o grupo a planejar um conjunto bem articulado de atividades para ensinar esse gênero textual etapa por etapa, ou seja, uma seqüência didática que dê conta de ensiná-lo.

Por Vera Lúcia a partir