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quinta-feira, 11 de julho de 2019

O TECER DA MEMÓRIA: LEMBRANÇAS DE UM PORTO REAL

 

Texto da pibidiana Claudete Rocha Fernandes trabalhado em oficina para conhecimento das memórias literárias.

Tempos atrás um lugar eu comecei a explorar... chegando em Porto Nacional – TO com a minha bagagem de mão e uma filha no colo. Aqui cheguei. A estrada foi longa e repleta de desafios. Vim de terras distantes, com desejo de dias melhores. Como diziam os governantes da época o Tocantins era a terra dos girassóis onde o sol brilha para todos. O meu pai tinha uma pequena empresa nessa cidade. Fiquei feliz e, desde lá eu sou funcionária dele. Mas quando trabalhamos com parentes, muita decepção vem como consequência. O que era alegria hoje se tornou tristeza e amargura.

Os dias em Porto eram tranquilos. O lugar me pareceu ter muita história para contar. Os casarões, as igrejas e as estreitas ruas aconchegaram dias de paz e sem violência. Fiz muitos amigos e amigas. Conheci gente do bem e gente nem tão do bem assim. Passei muitas noites dançando e namorando no point Ilha Verde, que já não existe mais e que não era verde. Muita diversão, encontros e risadas nós cultivamos lá. Hoje são fios da memória. Lá eu ri, amei, chorei e beijei. Porto se mostrou um belo lugar. Mas as coisas mudam com o tempo e a cidade começou a ficar mais urbana. Chegava gente de todos os lados.

A calmaria foi cedendo espaço aos movimentos, ao progresso e às novidades. Universidades e escolas começaram a ser construídas. E com isso um desejo antigo meu foi despertado... o desejo de estudar e ser independente. Mas o meu pai foi a pedra do meu caminho. Mas eu não desisti! Porto Nacional foi palco das minhas melhores e piores lembranças. Esse lugar histórico nos envolve.

Quando cheguei nem orla a cidade tinha... quando olho 0ra trás vejo uma história de vida em consonância com a história de Porto. O progresso é lento... mas antes vagaroso e do que estar parado. Aquela pessoa das primeiras linhas desse texto, perdida, confusa, alegre triste, hoje ocupa um lugar na Universidade. Resistindo perante as adversidades. Estar em Porto é perceber que nada acontece em vão. A minha vida é como cada tijolo da igreja mais bela da região. Cada tijolo colocado com muito esforço. A dedicação compensa... é como assistir ao pôr do sol na orla da cidade.

domingo, 5 de maio de 2019

Relatório - PIBID Cem Florêncio Aires

Por Marta Marques
Realizamos no dia 27/03 a oficina relacionada ao gênero textual memórias literárias. Trabalhamos durante o mês de março, com uma aula de aproximadamente duas horas todas as quartas feiras, totalizando quatro semana e quatro dias de oficina. Para essa essa oficina acontecer, buscamos planejar situações que tornaria a aula mais interessante para as alunas. Essa era a nossa intenção, mas o grupo, composto por integrantes do PIBID, não se entregou totalmente, além da falta de planejamento para passarmos o conteúdo proposto por nós. E isso originou um receio no final da oficina, pois não ficamos satisfeitos com o nosso desempenho. Mas com a competência de cada integrante do grupo, passamos o tema proposto, mas poderíamos ter explorado mais o tema, obtendo um resultado mais positivo para nós e alunos. Conversamos sobre nossas falhas, e observamos que alguns dos nossos erros foi não levarmos materiais para trabalhar com as alunas, e esses materiais seria importante, pois se essa didática estivesse presente, a aula se tornaria mais eficaz, e aprenderiam o conteúdo com facilidade. Mas diante de toda essa falta de planejamento, nosso grupo conseguiu um ponto positivo, pois como não levamos muitos recursos para trabalhar, investimos na socialização em grupo, algo que todos gostaram e bem sociável, pois todos tinham o direito de exprimir sua opinião sobre o assunto, e se tornou aulas bem interessantes. 
Às 14:00 hr do dia 27/03 os pibidianos se encontravam todos reunidos para dar início ao planejamento, começamos nos apresentando e logo mais dividimos os alunos referente ao seus respectivos temas a ser estudado, os alunos presentes eram 14 então dividimos 7 para cada grupo sendo crônica e memória. já com cada grupo organizados em sala os pibidianos responsáveis pelo gênero memória deu início a apresentação do gênero, primeiramente procuramos saber se elas tinham algum conhecimento, se já tinham ouvido falar, algumas responderam que sim então procuramos aprofundar mais de forma que um dos pibidianos pediu para que elas fizessem um desenho retratando seu carnaval essa foi uma boa maneira delas voltarem no passado recente e assim entrarmos diretamente no tema e suas marcas presentes, desenvolveram como foi pedido. Uma das alunas apontou que passou o carnaval em casa,outra na fazenda, outras com a família e assim por diante. Aproveitando o momento um dos pibidianos explicou algumas palavras no passado (fui, estive, naquele dia), logo após com uma roda de conversa foi feita algumas perguntas orais: o que marcou sua infância? tipos de brincadeiras?. Dependendo das respostas desenvolveram um texto baseado no gênero lugar onde vivo. 15:40 hr algumas alunas entregaram as produções, os pibidianos presentes pontuaram os textos com esse fato um dos pibidianos se emocionou por ter lido e um dos textos ter lhe tocado tanto por ser uma história de vida sofrida e cheia de perdas. 
Às 15:50 finalizamos as correções dos textos e liberamos os alunos, enquanto isso os pibidianos ficaram reunidos em sala finalizando alguns tópicos. No dia 03/04 foi o nosso segundo encontro com 3 alunas presentes, devolvemos os textos feito no primeiro dia e assim elas observaram e a partir deste texto iniciou um segundo de acordo com a correção feita do primeiro. Ao devolver buscamos lembrá-las o que seria o gênero e quais suas características, algumas das alunas comentava com a amiga sobre uma prova que a preocupava muito, porém isso não foi um empecilho. Assim enquantos elas estavam concentradas um dos pibidianos distribuiu bombons entre elas, estavam bastante atentas. Chegando o momento da socialização nos deparamos com uma adolescente cheia de conflitos, separação dos pais, sintoma de depressão e o mais interessante foi ela sentir tanta confiança para expor esses sentimentos em um texto e se abrir com os pibidianos ali presentes. terceiro dia 10/04 nos dirigimos para parte prática de unir a entrevista com o gênero memória, as alunas colocaram a mão na massa. Durante a socialização com as alunas, Propomos uma atividade fora da sala de aula. Copiamos algumas perguntas no quadro para elas, relacionadas às festas tradicionais do município de Porto nacional , e essas perguntas não seriam para elas responderem e sim buscarem respostas de pessoas aleatórias da escola. Essa atividade além de interessante para ambos, seria uma situações que ficaria marcadas no seu aprendizado, pois poderiam descobrir novas memórias e relembrar os costumes tradicionais da sociedade antiga do município. Passadas algumas horas, todas as alunas conseguiram concluir a atividade e comentaram sobre sua “pesquisa” em torno do ambiente escolar. Entrevistaram funcionários e alunos da escola, com respostas bem criativas, além da socialização que foi importante para elas, pois com a socialização, memórias são recordadas. No último dia de encontro 17/04 foi um momento mais de ouvi-las, as dificuldades, os pontos negativos e positivos. novamente sentamos em círculo e uma das dificuldades encontrada por elas foi os textos produzidos através de memória de outras pessoas diante disso deixaram claro que duas perguntas foram complexas para elas referente a entrevista com outras pessoas. Como as meninas estavam com vergonha de se expressar pedimos para que escrevessem seus apontamentos. Uma das alunas em alta voz comentou um ponto negativo relevante que seria legal ter levado exemplos de memórias de outras pessoas para assim elas ir mais ciente do que devia ter feito. Um fato curioso nessa oficina, foi o acontecimento de estarmos ministrando a aula apenas para alunas do sexo feminino e todas estudavam o oitavo ano do ensino fundamental. Fizemos uma observação em relação ao comportamento das alunas na sala de aula e qual o impacto que iria acontecer com apenas “alunas” na sala de aula. Percebemos que o ambiente fica mais silencioso, sem barulhos, sem conversas paralelas, ficavam apenas fazendo a lição que instruímos a elas, e ficamos interessados nesse assunto, pois como havia apenas alunas, elas interagem mais entre si e ficavam mais à vontade durante a aula. 
O grupo usou como forma de interação uma roda de conversa em que as alunas se apresentaram e contaram suas histórias de vidas, foi algo de grande importância, pois além de ouvir seus relatos levamos as alunas entender a definição do gênero memória, neste caso ao relembrarem fatos que aconteceram nas suas infâncias. Desse modo as alunas entenderam como produziria os textos memórias e qual o modo verbal deveria ser empregado e que tipo de narrador. Neste aspecto, as produções foram bastantes produtivas as alunas concluíram os textos dentro do tempo estabelecido no planejamento do grupo. No entanto mesmo com alguns pontos negativos como por exemplo o fato de que o grupo não explorou o tema, já que poderia ser utilizando textos para exemplificar como é constituído o gênero memórias. Pode-se concluir que conseguimos contribuir para produção de conhecimento da turma sobre o tema trabalhado e aprendemos além de ensinarmos. 
 Pibidianos: Gisele, Nilsa, Marta, Rafael G e Rafael shino. Coordenadora: Gracivânia