Por Claudete Rocha Fernandes e Iuri Gomes.
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| Imagem da internet. Luta. Resistência. |
No dia 20/11/2018 (Dia da Consciência Negra - um dia simbólico para denunciarmos uma realidade... não acham?), no Colégio Estadual Dr Pedro Ludovico Teixeira, os discentes Elyzania Corado, Tatiane Nascimento, Thaisa de Sousa, Claudete Rocha Fernandes e Iuri Gomes realizaram uma oficina de poesia social com os alunos do 9° ano, a oficina aconteceu no período vespertino, para que os alunos não perdessem suas aulas.
Trabalhamos com a poesia "Mulata exportação", da poeta, artista, atriz e compositora Elisa Lucinda. A nossa proposta consistiu em uma apresentação teatral da poesia e em seguida um debate sobre as percepções e reflexões consequentes da nossa apresentação. Incorporamos todo o significado do poema e tentamos chamar a atenção dos alunos para a causa antirracista e contra a violência às mulheres, já que o poema centraliza essas duas problemáticas. Abaixo você pode acompanhar o vídeo da Elisa Lucinda recitando o poema "Mulata exportação". Apreciem!
Depois da nossa apresentação percebemos alguns olhares curiosos e incomodados com o que viram, já que a poesia social tem a função de denunciar e fazer com que surja uma ação da nossa indignAÇÃO. Os alunos e alunas disseram que o poema dialogou com a realidade deles. As meninas se identificaram e formaram contundentes reflexões sobre as suas vivências, marcadas pelo machismo, racismo e violência. Confira abaixo algumas fotos:

Depois de ouvirmos os relatos dos alunos e elaborarmos juntos um entendimento do poema propomos aos alunos a criação de poesias sociais. Pedimos aos alunos para que refletissem sobre as problemáticas sociais que os incomodavam para que expusessem o fato no poema, numa linguagem criativa, simples e provocadora.
Ficamos surpresos com as poesias criadas, vimos que os alunos internalizaram o aprendizado e sentiram-se seguros para denunciar a cruel vivência de jovens da periferia, esquecidos pelo Estado, mas que se mantém firmes e esperançosos em dias melhores.
Recolhemos as poesias dos alunos e elas servirão de análise para futuros trabalhos na academia e no próprio Colégio. A nossa intenção é socializar os poemas com os demais alunos da escola e incentivá-los na produção de suas poesias, denunciando e enunciando as realidades.
Portanto, a nossa experiência foi legitimamente proveitosa, rica e política. Buscamos levar aos alunos provocações pertinentes às suas vivências enquanto jovens cidadãos. Vale ressaltar que a troca de aprendizados foi marcante. Saímos da oficina mais conscientes, didáticos e firmes do nosso propósito. Que é o de propagar uma educação inclusiva, libertadora e progressista.
Viva o PIBID! Viva Paulo Freire! Viva Elisa Lucinda!
Sem mais,
acadêmicxs do PIBID.

