quarta-feira, 10 de julho de 2019

Resumo da oficina de Crônica na escola Profa. Alcides Aires

Pibidianos: Clara, Leandro, Mayara e Patricia
Resumo da Oficina

O primeiro dia das oficinas fluiu de maneira relativamente tranquila. O professor, mais uma vez, nos levou até a turma para que pudesse fazer a ponte e nos apresentar aos alunos. Ao chegarmos, a turma ainda estava reunida, a mesma seria dividida em seguida para que cada grupo de pibidianos ficassem com uma média de 8/10 alunos. Com a sala ainda junta, usamos dos primeiros 10 minutos para introduzirmos o projeto das oficinas e o que o PIBID em si representa.
As turmas então se separaram e então fizemos uma segunda introdução, dessa vez apenas com os membros da nossa própria oficina, visando assim promover uma maior aproximação entre a turma, para que os alunos se sentissem mais à vontade durante o restante da aula e também nas seguintes. Reforçamos também o objetivo do projeto e o resultado que esperávamos até o concluir da oficina, fizemos questão de deixar isso claro para que pudéssemos ter em mãos ao menos uma crônica de cada aluno, mesmo com vários obstáculos que poderiam ser encontrados. 
Trouxemos para leitura em sala alguns exemplos de crônicas para que isso pudesse dar uma “clareada” na mente dos alunos, deixando-os mais próximos do real objetivo da oficina, eles pareceram gostar das crônicas, nós exploramos bastante as mesmas e procuramos sempre fazer com que os alunos buscassem quais características em comum encontravam em cada crônica, para que pudessem trazer para as suas. Foi um dia produtivo.
No segundo encontro, já com o gênero passado aos alunos, fizemos uma recapitulação do mesmo. Fazendo várias perguntas para os alunos fixarem o conteúdo. Em seguida, terminamos de ler uma crônica para assim os alunos entenderem melhor. Logo após, fizemos uma crônica coletiva, com a participação dos pibidianos e dos alunos. A crônica foi uma dinâmica e um exércicio de fixação.
No terceiro encontro, iniciamos às 13:50 a penúltima oficina. Os alunos pensaram e trouxeram de casa a respeito do que queriam falar sobre o lugar de onde vivem, sobre o que queriam escrever. Tivemos grandes resultados no início de suas produções, e eles concluíram em casa.
No quarto e último encontro, finalizamos as produções, fazendo as correções necessárias com os alunos, e fazendo esclarecimentos a respeito da escrita de uma crônica. Saíram crônicas belíssimas de diversas temáticas: terror, suspense, final feliz, etc. Os alunos gostaram dos resultados, gostaram de ver suas produções. E assim finalizamos.


Terceira oficina na Escola Estadual Alcides Rodrigues Aires

Relato sobre as oficinas com o gênero memórias literárias na Escola Estadual Professora Alcides Rodrigues Aires com alunos do 7º ano.


         As oficinas aconteceram nos dias 22, 23 29 de maio, 5, 12 de julho. No primeiro encontro havia dez alunos, apresentamo-nos, pedimos para que se apresentassem, explicamos o que iríamos e fizemos perguntas prévias, com o fito de averiguar o que eles sabiam sobre memórias literárias, avisamos que faríamos a aula campo no dia seguinte, passaríamos pelo centro histórico e eles deveriam anotar o que acharam interessante, os pontos que passamos e algumas histórias para auxiliar na produção que faríamos na semana seguinte.
     Como combinado fomos à aula-campo no Centro histórico de Porto Nacional guiados pela graduanda Danielle do curso de geografia participante do projeto roteiro geo-turístico. Foi ensinado sobre a criação da cidade, as primeiras famílias, a construção da catedral, sobre a estrutura das casas, fomos à Catedral, ao seminário, Museu, Comsaúde e em cada lugar aprendíamos bastante. Os alunos gostaram muito, apesar de a maioria ter nascido em Porto Nacional, a maioria não havia ido ao centro histórico.


      No encontro seguinte, aprofundamo-nos no tocante a explicação sobre o gênero, explicamos como deveria ser feito, mostramos as características principais e apresentamos alguns exemplos. Perguntamos se eles haviam feito a entrevista e começamos a compartilhar as entrevistas, as experiências da visita ao centro histórico e a os alunos que não foram ou que não tinha feito a entrevista auxiliamos a criar uma história, respeitando as características do gênero.
       O fato de ser poucas horas juntos dificultou a elaboração dos textos, diferentemente das oficinas passadas que foram realizadas no contraturno. Estávamos no penúltimo encontro e ainda muitos não haviam começado a escrever, outros já estavam quase terminando. Sentamos com cada um, com o fito de além de ajudar na produção do texto, pudéssemos identificar as dificuldades deles, bem como o auxílio nas questões gramáticas.
     No último dia de oficina, levamos os textos com algumas correções para que eles passassem a limpo, outros ainda precisavam concluir os textos, com esses precisamos fazer um trabalho ainda mais colaborativo. Por fim, todos entregaram os textos e despediram-se com abraços e agradecemos.

Sugestão de SD para documentário

Segue uma sugestão para produção de documentários.

https://www.escrevendoofuturo.org.br/percursos#/planeje-seu-trabalho/plano-de-aula/visualizar-plano/106/o-documentario-chega-a-sala-de-aula

Continuação Das Experiências nas Oficinas do CEM Florêncio Aires:Gênero Textual Crônicas II

Continuando o trabalho anterior iniciado na mesma escola, desenvolvemos outra oficina relacionada ao gênero textual crônica, desta vez com a outra parte do grupo de alunos, em especifico, as meninas.

Iniciamos a oficina com a apresentação do grupo de Pibidianos, em seguida prosseguimos com uma discussão sobre o gênero textual, explicando sobre as características e usando exemplos para um maior entendimento. As alunas começaram a compreender um pouco mais depois dos exemplos, finalizamos ouvindo narrativas de crônicas e todas leram uma crônica denominada "Ser Brotinho".
Percebemos que as meninas se interessaram mais pela crônica "Ser Brotinho" devido ter uma temática feminina.

Durante a segunda oficina, fizemos uma breve recapitulação de tudo que foi visto na oficina anterior prosseguindo com "O menino que não gostava de dormir" para melhor fixação do gênero, começamos então uma contra-posição das diferenças entre conto e crônica para que as alunas não misturassem as características, entramos no desenvolvimento das confecções das crônicas pelas alunas, finalizando com uma socialização de todos os textos produzidos
Durante a terceira oficina partimos para uma analise literária mais profunda de uma crônica "O Banho de São João", causando uma reflexão mais pontual acerca das crônicas e suprimindo todas as duvidas restantes.
Durante a ultima oficina, uma reflexão geral de tudo o que foi visto, antes das alunas partirem para a reescrita final da ultima crônica, percebemos que durante o processo a crônica final se tornou muito melhor e com quase todas as características que contemplam o gênero em si, durante a reescrita, cada um dos Pibidianos auxiliou uma das alunas para que tivessem uma exclusividade em ajuda.


  Depois que todas haviam terminado, compartilhamos as produções entre todos para uma socialização maior e uma finalização interessante.
A experiência nas oficinas do PIBID, foi bastante realizador, podemos aprender com a realidade dos alunos participantes, uma troca de experiência, momentos de descontração, quebra de paradigmas e possibilitamos um aproveitamento maior do gênero textual a ser trabalhado de forma que os estudantes se sentissem ouvidos e sua criatividade fosse levada em conta.

PIBIDIANOS Envolvidos: Ada, Gustavo, Matheus, Mylena e Thaís
Coordenadora: Gracivânia


domingo, 26 de maio de 2019

O planejamento no pibid

Ao ver uma oficina acontecendo, as pessoas podem se perguntar: leva tempo? quanto? pode ser feita de qualquer forma, ou tem apenas uma forma? Para os pibidianos, realizar uma oficina é ter passado pelo menos semanas se planejando, definindo objetivos, coletando material, debatendo qual a melhor forma de levar o conteúdo para a sala de aula, os caminhos a serem percorridos, entre outros.




Esse planejamento, como dito acima, leva certo tempo. Esse período é separado tanto nos encontros realizados pelo projeto pelo menos uma vez na semana, quanto entre os próprios licenciandos e professores coordenadores das escolas participantes.


Esses momentos são muito importantes para a pratica docente, uma vez que não estaremos apenas durante um período do dia naquela unidade escolar, necessitando assim, pensar e debater muito bem sobre o  planejamento da oficina e como será realizada. 


Entendemos que o planejamento:


“É um instrumento direcional de todo o processo educacional, pois estabelece e determina as grandes urgências, indica as prioridades básicas, ordena e determina todos os recursos e meios necessários para a consecução de grandes finalidades, metas e objetivos da educação.” (MENEGOLLA & SANT’ANNA, 2001, p.40)

Cada ida as escolas é planejada em seus detalhes: os materiais, o que a escola possui que pode ser utilizado, o que é necessário levar, o que faltou na ultima vinda, entre outros pontos. Todos levantados nas sequencias didáticas, que possuem o plano de aula para todo o ciclo de oficinas, ou seja:


“É a sequência de tudo o que vai ser desenvolvido em um dia letivo. (...) É a sistematização de todas as atividades que se desenvolvem no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, numa dinâmica de ensino-aprendizagem.” (PILETTI, 2001, p.73)



Planejamento e plano parecem parecidos, mas não são. Cada um possui a sua importância e funcionalidade, tendo o licenciando uma relação intima entre tais tipologias. Entendemos que para qualquer atividade que possua objetiva ter resultados, ela precisa ser planejada e organizada. Mais ainda quando falamos da educação, que envolvem especificidades muito particulares, que uma vez desorganizadas, podem diluir todo um trabalho anterior. Não se pode improvisar a educação, seja ela qual for o seu nível.” (SCHMITZ, 2000, p.101)

Muitos docentes acabam por não planejar as suas aulas, pois veem no seu tempo em sala a resposta para qualquer problema que apareça. Nas palavras de Moretto (2007, p.100) “Há, ainda, quem pense que sua experiência como professor seja suficiente para ministrar suas aulas com competência.”. Se comprometer com o planejamento proporciona a reflexão permanente, quanto a sistematização da realidade, as propostas que se deseja levar a sala de aula e até mesmo a prática. Não deixando que o educador fique estagnado, acomodado, apenas reproduzindo. Nesta reflexão, o mesmo se torna o agente das mudanças. Atentos a questão politica visto que

Essencialmente, educar/ensinar é um ato político. Entendamos bem essa proposição: a essência política do ato pedagógico orienta a práxis do educador quanto aos objetivos a serem atingidos, aos conteúdos a serem transmitidos e aos procedimentos a serem utilizados, quando do trabalho junto a um determinado grupo de alunos.” (SILVA, EZEQUIEL, 1991, p.42 in Hypolitto 2008, p. 6)


Segundo Vasconcellos (2000), do ponto de vista educacional, o planejamento é um ato político-pedagógico porque revela intenções. Segundo ele planejar é elaborar o plano de intervenção na realidade, aliando às exigências de intencionalidade de colocação em ação, é um processo mental, de reflexão, de decisão, por sua vez, não uma reflexão qualquer, mas grávida de intenções na realidade (VASCONCELLOS, 200, p.43)





O pibid, dessa forma, nos oferece todo um arcabouço teórico e pratico acerca da pratica docente, seja dentro ou fora da sala de aula. Evidenciando assim, a importância do mesmo nos cursos de licenciatura espalhados pelo País.

Referências:
ARAUJO, J.C.S. Disposição da aula: os sujeitos entre a tecnia e a polis. In: VEIGA, I. P.A.
(Org.) Aula: gênese, dimensões, princípios e práticas. Campinas: Papirus, 2008.

CASTRO, P.A.P.P.; TUCUNDUVA, C.C.; ARNS, E.M. A importância do planejamento das aulas para organização do trabalho do professor em sua prática docente. In.: ATHENA, Revista Científica de Educação, v. 10, n. 10, jan./jun. 2008. Disponível em: http://nead.uesc.br/arquivos/Fisica/instrumentacao/artigo.pdf . Acesso em: 26/05/2019

HYPOLITTO, Dineia. A formação do professor em descompasso com a realidade. Disponível em: http://www.geocities.ws/dineia.hypolitto/arquivos/artigos/AFormacaoDoProfessorEmDescompassoComARealidade.d_205.pdf
Acesso em: 26/05/2019

LIBÂNEO, J.C. Didática. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2013

MORETTO, Vasco Pedro. Planejamento: planejando a educação para o desenvolvimento de competências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

MENEGOLLA, Maximiliano. SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que planejar? Como planejar? 10ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

PILETTI, Cláudio. Didática geral. 23ª ed. São Paulo: Editora Ática, 2001.

SCHMITZ, Egídio. Fundamentos da Didática. 7ª Ed. São Leopoldo, RS: Editora Unisinos, 2000.

VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto políticopedagógico. 9 ed. São Paulo: Libertad, 2000.