sábado, 9 de fevereiro de 2019

Crônica semifinalista das Olimpíadas de Língua Portuguesa de 2014. GÊNERO CRÔNICA


OLP Escrevendo o Futuro                                      Crônica – Texto número : 284.226
Categoria: Crônica
Número: 284.226
Aluno: Beatriz Tavares Costa
Professor: Vera Lúcia Moreira Gonçalves
Escola: COLÉGIO ESTADUAL DR. PEDRO LUDOVICO TEIXEIRA – Porto Nacional/TO
Titulo: Vitória suada.

Quinta –feira, 15h10min, Estádio General Sampaio , em Porto Nacional, encontrava –se lotado de torcedores fanáticos que esperavam a grande final do campeonato de futebol tocantinense, a disputa era entre Interporto e Palmeirópolis.
Naquele dia insuportavelmente quente, o clarão do sol refletia na bola, ali preparada para percorrer a imensidão do gramado verde na grande final que aconteceria às 15h30min.
O árbitro apita, sinalizando o inicio do jogo e entre lançamentos altos e chutes explosivos a bola sobre pressão corria ruma à rede que com o impacto dançava juntamente com a comemoração dos torcedores, abrindo o placar para o Interporto. Mas, após alguns minutos, num lance formidável, um jogador do Palmeirópolis dribla o goleiro e faz o gol de empate. O primeiro tempo termina com jogadores e torcedores muito tensos.
No inicio do segundo tempo, encontrava-se os dois times suando a camisa e dando o sangue em busca do desempate. Nas arquibancadas percebia-se olhares vibrantes, silêncio inquietante por parte dos torcedores, aqueles minutos pareciam intermináveis.
Enquanto isso lá fora, em frente à  padaria do seu José, um bando de pombos, atraídos pelas migalhas de bolos  e pães que estavam no lixo, começaram a atrapalhar o atendimento aos clientes do padeiro. Diante dessa situação seu José apanhou uma vassoura e começou a espalhar aqueles pássaros inoportunos.
Assustados, desorientados, os pombos seguiram em direção ao Estádio General Sampaio. Nesse momento, por alguns instantes, todos os olhares se desviaram daquela partida tensa, e focaram apenas naquele espetáculo deslumbrante dos pássaros sobrevoando a cabeça do goleiro de Palmeirópolis que se distraiu tentando se desviar dos pombos. Percebendo a confusão, um jogador do Interporto aproveitou a oportunidade e com muita agilidade, brincou com a bola e marcou o gol da vitória que garantiu o titulo de campeão tocantinense ao Interporto e a inevitável derrota para o Palmeirópolis.       


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Relato da oficina de poesia social: (D)ENUNCIANDO REALIDADES

                           Por Claudete Rocha Fernandes e Iuri Gomes.

Imagem da internet. Luta. Resistência.


No dia 20/11/2018 (Dia da Consciência Negra - um dia simbólico para denunciarmos uma realidade... não acham?), no Colégio Estadual Dr Pedro Ludovico Teixeira, os discentes Elyzania Corado, Tatiane Nascimento, Thaisa de Sousa, Claudete Rocha Fernandes e Iuri Gomes realizaram uma oficina de poesia social com os alunos do 9° ano, a oficina aconteceu no período vespertino, para que os alunos não perdessem suas aulas.

Trabalhamos com a poesia "Mulata exportação", da poeta, artista, atriz e compositora Elisa Lucinda. A nossa proposta consistiu em uma apresentação teatral da poesia e em seguida um debate sobre as percepções e reflexões consequentes da nossa apresentação. Incorporamos todo o significado do poema e tentamos chamar a atenção dos alunos para a causa antirracista e contra a violência às mulheres, já que o poema centraliza essas duas problemáticas. Abaixo você pode acompanhar o vídeo da Elisa Lucinda recitando o poema "Mulata exportação". Apreciem!


Depois da nossa apresentação percebemos alguns olhares curiosos e incomodados com o que viram, já que a poesia social tem a função de denunciar e fazer com que surja uma ação da nossa indignAÇÃO. Os alunos e alunas disseram que o poema dialogou com a realidade deles. As meninas se identificaram e formaram contundentes reflexões sobre as suas vivências, marcadas pelo machismo, racismo e violência. Confira abaixo algumas fotos:


Depois de ouvirmos os relatos dos alunos e elaborarmos juntos um entendimento do poema propomos aos alunos a criação de poesias sociais. Pedimos aos alunos para que refletissem sobre as problemáticas sociais que os incomodavam para que expusessem o fato no poema, numa linguagem criativa, simples e provocadora. 

Ficamos surpresos com as poesias criadas, vimos que os alunos internalizaram o aprendizado e sentiram-se seguros para denunciar a cruel vivência de jovens da periferia, esquecidos pelo Estado, mas que se mantém firmes e esperançosos em dias melhores.

Recolhemos as poesias dos alunos e elas servirão de análise para futuros trabalhos na academia e no próprio Colégio. A nossa intenção é socializar os poemas com os demais alunos da escola e incentivá-los na produção de suas poesias, denunciando e enunciando as realidades.

Portanto, a nossa experiência foi legitimamente proveitosa, rica e política. Buscamos levar aos alunos provocações pertinentes às suas vivências enquanto jovens cidadãos. Vale ressaltar que a troca de aprendizados foi marcante. Saímos da oficina mais conscientes, didáticos e firmes do nosso propósito. Que é o de propagar uma educação inclusiva, libertadora e progressista. 

Viva o PIBID! Viva Paulo Freire! Viva Elisa Lucinda! 

Sem mais,

acadêmicxs do PIBID. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Experiência da oficina de poesia


 Oficina de poesia desenvolvida pelas pibidianas: Simone, Patricia e Clara. Acadêmicas do curso de Letras. Realizada na Escola Professora Alcides Rodrigues Aires, no período de dois dias consecutivos 13 e 14 de novembro de 2018, sendo que as atividades foram desenvolvidas com os alunos do 9° ano vespertino.
Diante da vasta possibilidade de realização de atividades dentro do gênero poesia e o tema trabalhado “Escravidão Jamais”, o grupo se organizou em dias anteriores e montaram o plano de aula de acordo com a sequência didática trabalhada com o grupo do PIBID pela professora Adriana e os supervisores das escolas. O plano foi montado pelo grupo de poesia para decidir quais atividades seriam desenvolvidas e quais os meios pelos quais seriam desenvolvidas. Após esse processo e com o plano montado, iniciou a parte prática da oficina juntamente com os alunos.
No processo de realização foram feitas apresentação das participantes bem como do projeto e em seguida da oficina. No exercício da oficina de poesia, foi proposto aos alunos que mediante as explicações e o entendimento que eles tinham sobre o assunto que fizessem a diferenciação de poesia e poema. Ouve um bate papo com os alunos sobre o assunto onde foram expostos suas duvidas e mediante a conversa, as explicações foram feitas. Para que chegassem ao final da oficina sem dúvidas.
No segundo dia, 13 de novembro de 2018 retomamos o debate e orientamos os estudantes na produção de um poema que havíamos proposto que eles fizessem no dia anterior, apesar de não terem feito, apenas um aluno havia começado a fazer; demos seguimento à oficina.
 Acompanhamos individualmente cada estudante, auxiliando no processo de produção. Contamos ainda com a ajuda do supervisor do grupo professor Jonnes, que prestou todo apoio ao nosso grupo esteve presente nos dois dias de oficina e colaborou prestando sua orientação para a realização da mesma.
Mesmo encontrando dificuldade inicial no processo prático de produção, ao final fizeram um belo trabalho dentro de seus limites. Cada um com seu jeitinho deixou sua marca em suas produções. E o resultado final foi satisfatório e empolgante. As produções deles ficaram lindas e deixou um gostinho de quero mais.

Alunos que participaram da oficina de poesia:
Maria Eduarda Pereira Cardoso
Paulo Eduardo Ramos Amaral
Raphael Carlos Germano
Joel Junior dos Santos Cardoso

Por Simone Bispo





O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES DE ESCRITA E PRODUÇÃO ARTÍSTICA, ORAL E REFLEXIVA MEDIANTE O GÊNERO LETRA DE MÚSICA


Oficina no colégio Pedro Ludovico Teixeira por Alice Rocha, Larissa Neres, Sabrina Glória e Vitória Niury.



    O presente trabalho realizado por pibidianos da Universidade Federal do Tocantins desenvolvido na escola estadual Pedro Ludovico Teixeira com a turma do 9°ano vespertino, teve como objetivo despertar a participação e a criatividade dos alunos. Para nos auxiliar na apresentação e pra um entendimento melhor dos alunos articulamos uma sequência didática, que nos orientou e formulou um melhor desenvolvimento em sala. Como segundo NOVERRAZ (2016), o objetivo de uma organização das atividades propostas é fomentar um ensino e uma aprendizagem melhor.  Para tanto, nas oficinas foram desenvolvidas o gênero letra de música, em que no primeiro dia foi utilizando a letra canto das três raças de Clara Nunes, onde a atividade proposta  consistia tanto na leitura de imagens que a letra transmite, quanto recorte de revistas para que os alunos identificassem as três raças representadas na música. No segundo dia de oficina e por ser o dia da consciência negra foi trabalhado a composição de paródias em cima do tema, sendo assim, dividimos a turma em grupos de três e cada equipe escolheu a música de sua preferência e produziram a paródia. E, houve uma correção dos trabalhos escritos por eles, onde analisávamos erros ortográficos e falávamos as mudanças que deveriam ocorrer em  relação a escrita. Vale ressaltar que não só a turma foi beneficiada, mas pra nós que  desenvolvemos o trabalho foi muito importante e enriquecedor, pois tivemos o privilégio de participar do programa institucional de iniciação a docência e através deste programa do governo federal tivemos a oportunidade de conhecer o ambiente escolar antes mesmo de nos formar e ver se essa é a profissão que queremos exercer futuramente. No entanto, a gente pôde perceber que esta é, em suma, uma área que requer muito compromisso e amor para com outro e, que não haverá somente a transmissão de ensinamentos, mas muito mais aprendizado uns com os outros.


REFERÊNCIAS TEÓRICAS: Dolz, Noverraz e Schnewly, 2004. BRASIL BNCC, 2018 e BRASIL LDB 1996 atualizada 2018.

Por Alice Rocha